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A mostrar mensagens de 2016

amargodoce coração

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O problema é que nenhum de vocês percebe o quão forte é uma mulher que se esconde atrás da sua vulnerabilidade. Não entendem que a luta dela nunca é em vão enquanto ela acha que deve lutar, e, o valor que vocês não dão, ela rapidamente procura noutro lugar qualquer do mundo. Qualquer passo em falso, e a vossa oportunidade fica queimada. O quão importantes se tornavam para ela numa noite fria de inverno, tornaram-se inexistentes assim que ela percebeu que a aventura do verão estava tão mais perto. E que tremer de frio não era para ela. Nem nunca será. Uma menina frágil, é o que vocês vêem. Mas ela é tão mais do que isso. Torna-se inquebrável por guardar o frio com o calor que emana da alma. Não entendem de facto que tanto está aqui e agora, como de repente, desaparece. Se não houver corda que a prenda, ela foge e nunca mais a vêem. Ela não se deixa prender por dores. Recupera delas. Ela não se deixa chorar por aquilo que não faz sentido. A única coisa que procura da...

ela revelou-se

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Há pouco li algo interessante: "Ela mudou... Deixou o passado cair em esquecimento e foi viver sem nenhum ressentimento". Quero contrariar a afirmação. Ela mudou, sim. Todos mudamos. Não porque alterou aquilo que lhe pertence, mas porque revelou mais um pouco daquilo que realmente é capaz de ser. Se deixou o passado, não foi a esquecê-lo em primeiro lugar. Antes disso, veio o processo de ultrapassar a pedra que se instalou no seu caminho, por dores sábias*. Depois de tanto tempo a cair e a magoar-se, acabou por decidir que estava farta de estar sempre no mesmo lugar, sem viver coisas melhores. Estar sempre a chorar e a sentir estremecer o estômago por dores de rejeição, já não era de certo para ela. Viveu tanto tempo assim, e a vontade dela é sempre superar aquilo que a leva para trás. Realmente custou muito até se aperceber que era tão fácil sair dali. Mas eu acho que realmente o tempo faz milagres. Uma das coisas mais importantes da vida é pratica...

uma Cristina viva

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Ambiciona marcar o caminho daqueles que te sentem passar. Mesmo que não te vejam, que sintam o teu cheiro. Mesmo que percam o olfacto, que distingam a vibração dos teus passos. Ambiciona ficar no coração das pessoas. Ser eterna nas memórias delas. Caminhar sem sentido, não faz sentido. Lutar em vão, é desrespeito por nós mesmos.  O importante é tornarmos o nosso ser inesquecível. Ser feliz é permanecer na história. Desde cedo entender que tudo tem um motivo, e que o motivo somos nós mesmos. É o nosso interior que solicita gritando. Explode de emoções a cada passo a mais. Chora de alegria. O peito enche-se. A alma fica livre. O que é nosso começa a palpitar cada vez mais nos outros.  A única coisa que o sofrimento traz, é sabedoria. Ao ultrapassarmos as pedras que nos podem fazer cair, até aprendermos a levantar os pés, fazemos do nosso sorriso um íman das coisas boas que nos agarram sem nos apercebermos. Os desgostos são tão bons. A dor é tão gratificante....

da meia noite...

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Para quê escrever com tanto cuidado, com medo de desvendar algum segredo, e ficar mal entendido? Simplifiquemos os passos que damos, o que der certo ficou. O que errarmos, é exercitar na calma, a paciência. Estamos, de facto, tão longe do que pode ser tão simples. Morremos tantas vezes, enquanto podemos viver melhor e felizes. Somos donos do nosso caminho. Dos nossos sentimentos. Da nossa verdade. Na verdade, jamais seremos donos de alguma coisa. A única coisa que fazemos é tentar, da melhor forma, administrar isto a que chamamos vida. Chamamos vida a algo onde insistimos em permanecer tantas vezes imóveis. Mortos de tanto parar e tender a recear o erro. Como se tratássemos disto com tanto cuidado. O cuidado por vezes torna-se curiosamente mais perigoso que o próprio desleixo. Deixar o tempo andar, à sua vontade... Estará errado? Não, de forma alguma. Será digno de nós mesmos tentar caminhar ao lado do tempo que nos conduz. E tentar aprender. Tentar chegar cada vez mais longe....

a dor é a nossa melhor arma

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O ser humano nasceu com um grande defeito. Simultaneamente, uma grande qualidade. Ter sentimentos. Deixar-se levar pelas emoções. Ter necessidades. Sentir carências. Precisamos sempre de estar mais alto, para nos sentirmos vivos, mas a âncora que nos puxa para baixo consegue sempre superar a força daquela que nos puxa para cima. Muitas vezes caímos, mas muitas vezes nos levantamos também. Se não nos levantássemos, não teríamos oportunidade de cair tantas vezes. Dói muito. Choramos. Gritamos. Sofremos, literalmente. Na verdade, chega a sufocar. Quando estamos bem, julgamos que nunca mais vamos passar pelo mesmo, e sabe tão bem estar em cima. Mas, de repente, apercebeste, no meio de uma circunstância da vida que jamais esperavas, que afinal existe sempre ali uma fraqueza. A questão é: caímos tantas vezes, e não superamos o medo de cair? Superamos claramente. Mas cada queda é uma queda. Cada reacção é uma reacção. Iremos estar sempre a lidar com emoções diferentes à pala de quedas d...

Pensamentos

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Num tal dia, com nuvens cinzentas. Corações frios, e mesmo assim, quentes. Não imaginava sequer poder encontrar tanta coisa dentro de um só corpo. Fintava os olhares que me cruzavam. Não entendia o porquê. Eu estava ciente do que queria. Ser alguém. Jamais ser perdida nos termos do tempo, que não apaga as memórias. Hoje, depois de ontem e uns quantos antes de ontem. Sou tão madura, e tão pouco sabedora do que me espera para lá das horas que nunca vivi. Têm lá eles noção de quantas transformações eu já sofri por dentro, mesmo nunca tendo alterado nada daquilo que sou por fora. Cresceram uns centímetros de cabelo. As curvas tendem, de vez em quando, a fugir um pouco à regra. Os olhos finalmente mantêm a cor certa. Mas, ainda assim, não mudei assim tanto. Por dentro, descubram-me. Fiz plásticas, e desmanchei. Cosi bocados. Cortei trapos. Enfiei-me num canto, e fugi para o deserto. Já imaginaram se todos nós tivéssemos a oportunidade de ver um filme de cada vida que hab...

No fundo de mim

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Estamos contidos por um mundo que faz doer. Escraviza-mos a alma, porque a temos. Ainda. As lágrimas são uma constante que nos tira o fôlego e que nos fortalece. As dores, quanto maiores, menos nos doem. É um passo, cada vez mais perto, da luta por vencer. Nunca lutamos em vão. As feridas nunca estão presentes sem um motivo. A alma nunca se mata por querer desaparecer. Mata-se porque quer viver. Mata-se porque quer crescer. A alma ressuscita a cada fim de etapa. Somos corpos que camuflam um interior profundo que todos desconhecem. Não tem olhos, nem sabor. Não tem cheiro, nem cor. Tem uma essência nunca antes perceptível a quem pensa, mas sim a quem sente. Ultimamente andamos tão concentrados no fútil. Nos papéis. Nas canetas. Nos bolsos, e carteiras que nos consomem energia e paciência. Onde está o que nos preenche o fundo do peito? Aquilo a que chamam calor? Ultimamente andamos tão frios, e tão desligados do mundo. Desligá mo-nos de quem somos, e deles que são, para ...
No tempo certo, tudo vem. No tempo certo, tudo vai.

Calei-me

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O silêncio entranhou-se-me agora na pele, enquanto mando mensagens para mim mesma. Reparo no vazio, sem o conseguir preencher. Reparo nas nódoas que ficam, da falta que nos fazemos um ao outro. Não estamos a sós, estamos sós. Sem a respiração um do outro. Sem o consentimento das almas. E dos corações. Agora julgava ter aprendido a estar sozinha, mas enquanto estive contigo só soube ver que sem ti é muito mais difícil. Porque dói, e o sorriso torna-se insano. Porque somos um do outro, desde que nos conhecemos, e se nos mantivermos longe não será a mesma coisa. Sei que desde o primeiro beijo, foste tu. Desde o primeiro abraço, restauraste a minha marca humana. Tornei-me mais feliz. Vivemos momentos bonitos, e inesquecíveis. Seremos inesquecíveis na história um do outro. Poderá não virar amor, mas o amor irá virar-nos. Irá tornar-nos irrequietos. Irá beliscar-nos, e incomodar-nos. Daremos por nós nuns loucos. Nus do espírito, quereremos esvoaçar. E voar. Fugir para longe. ...

Para a minha Marilyn

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Sou de signo caranguejo. Tu foste de gémeos. Já li alguma coisa, em algum lugar, que numa vida passada quem é caranguejo hoje já foi gémeos. Ora isto deixa-me completa. Seja verdade ou não, há uma possibilidade. Houve alguém a supor isso. Então eu acredito, porque realmente o sinto. Sinto-te a minha alma gémea, Marilyn. Não me conheceste, nem eu a ti, mas iria amar-te como te amo. Porque me sinto ligada a ti. Isto não é algo físico, é algo proveniente da alma. Tendo em conta isso, não desejaria o teu corpo, nem o teu paladar. Desejaria somente ver com os meus próprios olhos que sou o teu espelho. Que me tornei em algo parecido a ti. Não em termos físicos, volto a frisar. Mas em termos da alma. Sinto-te em mim, talvez por isso se transpareça em alguns traços do rosto a tua presença. Vejo-me tornar mulher, na mulher que foste. Talvez existam ideias erradas a teu respeito. Talvez a maioria te conheça como um símbolo sexual, da eternidade. Mas em ti eu sinto muito mais. E...

Renasci

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Prendo-te nas curvas do meu corpo. Não te deixo ir, antes de mim. Quando eu decidir partir, vou eu e ficas tu. Dou-te as melhores lembranças. As piores saudades. Não as quero pra mim, fica tu até ao fim. Prendo-te. Nos recados que dei. Nos avisos que fiz. Nas piores horas, em que me vais lembrar. E não me vais ter. Não me vais poder tocar. Nem abraçar. Quando for, não te esqueças de mim. Faz-te vivo até ao fim. Para me veres, sem ti. A sorrir. A ser feliz. Toma conta de ti, mas não te prendas a outro corpo. Porque o meu permanecerá colado ao teu. E o meu, estará livre. Sem ti. Vais ter em mente, o que fui. Mais tarde, verás no que me tornei. Não te prendeste à minha alma. Perdeste uma figura um tanto rara, confesso. Não sou perfeita, mas encaixava-me se quisesses. Nas horas que tiveste, esqueceste-te de lembrar. Assim que me for, faz-te vivo depois de acordar. Não quero que te doa, mas será infalível. Sei que não vou m...

Sinto muito

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Falta-me o ar, a respiração. Prendem-me os batimentos cardíacos, que aceleram. Dou pulos para que passe, mas cada vez tende a aumentar mais. Revolto-me. Esmago as vontades. Minto com sanidade. E. Nada! Estou a tentar agora, sabes. Redimir-me dos meus erros. Voltar atrás será impossível. Se há coisa que não aceito é arrepender-me, então finjo para mim própria que não me dói. Mas, sabes uma coisa? Está a custar-me tanto perceber que não devia ter-me apaixonado por ti. Nem devia ter-te mostrado isso. Não devia ter aceitado o teu convite para sair, nem devia ter-te beijado. Agora que vejo, é tarde. Já se faz tarde para pensar no que não devia ter feito. Estou a tentar afastar-me de ti, sem te mostrar que errei. Sem te mostrar que realmente o sentimento apareceu aqui dentro, e vai custar tanto a sair. “Sabes o que se sente quando se gosta de alguém? Imagina o que é estar longe de quem gostamos…” Disse-te hoje. Não quero perder a tua amizade, que se faz tão importante na mi...

Pensamentos

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Um dia a menos, uma vitória a mais. Cristina Cherry

8 de abril. Nunca te escrevi assim.

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Dina, minha mãe  São poucas as vezes que te escrevo, mas sei que ficará sempre tudo por dizer. Por mais que te dirija as melhores palavras, nunca serão as certas para te descrever. Nunca serão as certas para te agradecer. Escrevo-te hoje esta carta, tentando redigir a maior parte dos meus sentimentos por ti. É difícil, e digo até, impossível.  És tão importante para mim, que não encontro forma. És o tudo que há em mim. És os nervos. Os sentimentos. As emoções. És a luz, e a escuridão. Quando estás, e quando imagino que podes não estar. Muitas vezes, deitada na cama, sozinha, imagino-te longe. Desenho nos meus pensamentos a possibilidade de te perder, e é horrível. Uma dor tão forte e incontrolável pela qual se fazem derramar lágrimas a fio. Tudo por tua culpa. Tudo por seres quem és. Por seres a alma que me completa. Explico-te de uma forma que não entendes, e nem aceitas. Mas, amo-te tanto que te faço sofrer a cada vez que te chamo Mãe.  A cada vez que...
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A cada dia que passa, uma memória por recordar. Cristina Cherry

É o que me resta

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Peço-te tantas e tantas vezes, Meu Deus. Viver é uma coisa tão estranha, que na maioria das vezes  tele transporto -me para um mundo distante daqui. Só para que ninguém possa ter acesso ao meu vazio. Para que ninguém me possa sentir as dores. Nem que ninguém me alcance o choro. Às vezes, sem ninguém ver, rasgo a minha vontade de ser feliz. Rasgo todos os sonhos. Todos os amores. Todas as vontades. É que dói tanto, sem uma única explicação. Se há coisa que não aceito é viver em incógnitas. Viver em vazios. Viver sozinha. Mesmo rodeada de pessoas, sinto-me num deserto todos os dias.  É extremamente fora de mim.  Forças constantes, que me puxam para longe. Mandam-me embora, ainda que eu queira ficar. Mostram-me todos os dias que não vale o esforço querer encontrar alguém decente. Alguém complacente ao meu coração quente, ainda que receba tanto gelo. É isso que se mantém, e é isso que me destrói. Vontade de amor. Sinceridade. Ingenuidade....
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No fundo da alma, só sou eu. by Cristina Cherry

Pergunto-me. Porquê.

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Já fui um rebento.  Um rebento de alma.  Fui uma menina alegre. Não por ter motivos, mas por ser forte. Já tive tanto para dar de mim, tanto para mostrar. Tanto para querer viver.  E agora? O que tenho?  Vejo sombras em estradas vazias. Que me descontentam por serem somente aquilo que são: sombras. São escuras. Não têm alma. Não têm um fundo para me desafiar. Não têm brilho para me iluminar.  E agora, quem sou eu?  Talvez seja as próprias sombras que vagueiam pelos caminhos a que me dou, desencontrada de mim. As escolhas de mim própria. De me fazer doer até à última, por ser tola demais. De me sacrificar até ao último segundo, porque amar nunca foi demais para mim. É que no fundo, ser única já foi bom. Ser única já me fez feliz, ainda que por instantes. Contudo, ser única faz de mim solitária. Ser única faz de mim a falha que se torna perfeita a raros olhos. O problema é a escassez desses olhos que me podem ver por dentro e ...

És tu. Sempre Serás.

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ATÉ AO FIM. ÉS TU. O único rosto que ainda consegue fazer-me repensar é o teu. Na calma dos teus passos, que me lembro, via um menino. Safado, mas pequenino.  Lembro-me de ti, com um brilho nos olhos. Como quem olha para um brinquedo e se sente feliz. Um simples brinquedo. Um simples grande grupo de amigos, soltar-te-ia, constantemente, um grande sorriso nos lábios. Rasgar-te os lábios com tão pouco, é gratificante. Viver com tanto, por tão pouco. Amar um coração tão grande como o teu.  Olho em torno de mim, procurando em alguém o que já encontrei em ti. Perdemo-nos.  Agora procuramos nos outros, o que um dia já tivemos. Era falar alto, e tudo se resolvia. Era só gritar, e correr um para o outro com toda a força e vontade. Talvez seja parva por acreditar ainda, que um dia, ficamos juntos. Sei lá, quem ama no fundo é louco. Faz do impossível algo possível. Ou pelo menos acredita nisso. Sou fraca. Transparente. Não disfarço o que sinto, porque a ca...

Ainda te amo

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Pré destinada a fingir. Fingir que não se passa nada. No inconsciente, sobrecarrego de vontades esquecidas. Memórias boas, tuas. Não me esqueceria de maneira alguma, mesmo que tentasse. Só esqueço aos olhos dos outros. E aos teus. Que estão longe, e não me vêem. Mesmo que me desafiem, desconfio. Mesmo que me amem, não consigo. És o problema para o qual não encontro solução. És a solução para os meus problemas. Se está frio na palma das minhas mãos, procura o calor dentro de mim. Não pretendo ter-te nas minhas mãos, porque tenho-te no meu coração. Embora estejas longe, ainda que perto, incito na saudade a tua presença. Tornaste-te presente desde que te toquei os lábios pela primeira vez. Desde que nunca mais me esqueci de ti. Desde que ficaste o amor da minha vida. Desde que foste tu. És tu. És predestinado a mim. Não na terra, para já. Talvez nem nesta vida. Se reencarnar, o corpo não importa. Podemos ser mais bonitos para a próxima, ou ser menos inteligentes, mas havemos d...