Primeiro de tudo, amar
Incapaz de cessar. Fogo que arde sem se ver. Já dizia ele, tão certo daquilo que lhe transbordava o corpo. A alma mal sabia que o sangue era a sua fonte de exacerbadas e súbitas vontades. Sabia que era preciso aprender a ler a carne, para poder satisfazer-se melhor numa leitura a dois. Tinha noção que ler era com os dedos e toda a robustez, jamais com os olhos. O cérebro pouco teria espaço para se intrometer. Se o fizesse, estragaria tudo. Por entre os dedos se lhe ia, saturada de vontade. Fintavam-se em viril sedução. A febre aumentava em modo de explodir-lhes nos corpos o desejo de ficar. Gemiam-se, à média luz, em contraste da que lhes saia do manto físico. Por dentro queimavam rústicas e raras saudades. Convictos suspiros. Olhares desmedidos e cheios de brilho. Revirava os olhos. Entrelaçava os cabelos nas suas mãos, e puxava-os. Agarrava-lhe o tronco com toda a farta loucura que a estragava por dentro. Ávida rara. Regulada por irregularidades da libido....