a dor é a nossa melhor arma


O ser humano nasceu com um grande defeito. Simultaneamente, uma grande qualidade. Ter sentimentos. Deixar-se levar pelas emoções. Ter necessidades. Sentir carências. Precisamos sempre de estar mais alto, para nos sentirmos vivos, mas a âncora que nos puxa para baixo consegue sempre superar a força daquela que nos puxa para cima. Muitas vezes caímos, mas muitas vezes nos levantamos também. Se não nos levantássemos, não teríamos oportunidade de cair tantas vezes. Dói muito. Choramos. Gritamos. Sofremos, literalmente. Na verdade, chega a sufocar. Quando estamos bem, julgamos que nunca mais vamos passar pelo mesmo, e sabe tão bem estar em cima. Mas, de repente, apercebeste, no meio de uma circunstância da vida que jamais esperavas, que afinal existe sempre ali uma fraqueza. A questão é: caímos tantas vezes, e não superamos o medo de cair? Superamos claramente. Mas cada queda é uma queda. Cada reacção é uma reacção. Iremos estar sempre a lidar com emoções diferentes à pala de quedas diferentes. De experiências diferentes. Não tem piada alguma jogar o mesmo jogo, duas vezes. Quem o faz, não gosta de se surpreender, muito menos aprender. Mas temos uma vida cheia de presentes, que gosta de nos agradecer a cada etapa concluída. Cada vez mais níveis, devemos sentir orgulho daquilo que nos vamos tornando. Jamais baixar a cabeça. Jamais deixar que aquilo que acumulámos dos restos do passado, nos possa afetar em novas caminhadas. Somos únicos, e só vivemos uma vez. Porquê auto destruirmos o único corpo que nos deram? Porquê sacrificar a alma por algo que não a nossa evolução?
Sei que não temos noção nem controle sobre quanto tempo aqui vamos estar a pisar a terra que nos vai comer os olhos. Hoje é o único momento que temos para decidir se queremos ou não lutar. Amanhã é incerto, mas temos de fazer hoje a pensar no amanhã. No futuro que queremos construir. Se, porventura, não chegarmos a viver o amanhã, pelo menos levamos uma consciência limpa de que tentámos. Não é obrigatório conseguir, mas é necessário querer conseguir. É obrigatório acreditar que vamos conseguir. É obrigatório ter ambição. Lutar por aquilo que queremos, com amor.
Todos nós nascemos com muitas qualidades. Muitos mais defeitos podem ou não tapar essas qualidades. Depende da perspectiva de cada um. O certo é tapar os defeitos com as qualidades. Relevar.
Nascemos com talentos, que podem revelar-se desde cedo, ou então teremos de procurá-los, com o tempo virá à tona.
Os sonhos, esses vêm de dentro. Dados pelos Deus. Provenientes do Universo.
Somos celestes, e assim que partimos, só a alma saberá aquilo que poderá encontrar lá em cima. Aqui em baixo, nunca saberemos. Mas a única coisa que importa é fazer de tudo para evoluirmos cada vez mais. Dia após dia. E o certo é lutar. A dor faz parte, sempre. Sem ela nunca seríamos quem somos. Uns usam a dor para piorar, outros para evoluir.
Não considero a dor uma coisa injusta, nem má. Considero a dor um presente. Quantas mais dores, mais felizardos somos.
Imaginar que cada dor que tenho, será o tamanho da minha felicidade. Cada pedra que apanho, construirá o meu castelo. Cada chuva que me molha, lava a minha alma.
Sou uma mulher completa. A vida é muito generosa comigo. Em dezanove anos que tenho, sinto-me tão crescida. Olho em torno de mim, e sinto-me cada vez mais perto. Falta tanto, mas tão pouco.
A todos aqueles que choram agora, peço que sintam a dor tal como ela é, e que reflictam sobre:
- quem são?
- porque são assim?
- quais os sonhos?
- quais os talentos?
- quais as qualidades/defeitos? sobreponham as qualidades, contudo, lembrem-se do que devem melhorar
- porque nasceram?
- qual o maior medo?
- porque ainda vivem?
- porque têm essa vida e não outra?
- porque choram neste momento?
- têm fé?
Muitas outras perguntas seriam feitas. Mas por agora, servem somente estas para abrir um pouco os olhos.
Eu sou a Cristina. Uma menina mulher, que aprendeu a camuflar-se atrás de um sorriso que nunca deve perdê-lo. Hoje aprendi que não vivo sem ele. E sou feliz por mostrá-lo. Foi ele que me fez superar a ansiedade. A depressão. E todo o mal que me causava as más emoções.
Sou assim, porque sempre tive sonhos e objetivos de vida. Sou assim porque tenho fé, e acredito em Deus. Sei que tudo tem um motivo. Sei que somos testados a toda a hora, para o nosso bem. Sou assim, porque quero alcançar um sonho que tenho desde os meus pequenos cinco anos de idade. Sou assim, porque quero ser recordada por um nobre motivo.
O meu maior sonho, sempre foi cantar. Pretendo alcançar os maiores palcos do mundo. Pretendo atingir, com isto, o coração de toda a humanidade, Mudar a mentalidade daqueles que conseguir alcançar. Dentro da minha fé, um mundo inteiro.
Nenhum sonho é impossível.
Dentro das minhas qualidades encontro a sinceridade, a figura materna, uma pessoa alegre, extrovertida, compreensiva, sentimental, genuína, lutadora e persistente. Os meus defeitos são na sua maioria, os mesmos que as qualidades, porque tudo o é demais não presta. Tenho, então de aprender a equilibrar. Contudo, um grande defeito meu é ser preguiçosa, ainda que seja trabalhadora. Muita coisa deixo ir arrastando com o tempo - do género... faço amanhã o que podia fazer hoje. E isso é muito mau.
Nasci porque tenho uma missão. E a minha persistência e luta cada vez mais provam isso. Tenho a missão de aconchegar as pessoas e os corações. Sinto um amor imenso a querer explodir dentro de mim. A vontade de mudar o mundo. De jamais ser esquecida. O meu maior medo é esse: ser esquecida depois de partir.
Vivo porque tenho de cumprir essa missão.
Tenho a vida que Deus me deu, para aprender a valorizar as coisas, e ter a oportunidade de chegar onde quero pelo meu próprio suor. E com isso, desenvolver a alma.
Neste momento não estou a chorar. Na verdade a última vez que chorei foi porque imaginei, no silêncio da noite, a ausência dos meus pais.

Tudo o que me move, é a fé. Quem a tem, compreende tudo o que disse.

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