Dina, minha mãe São poucas as vezes que te escrevo, mas sei que ficará sempre tudo por dizer. Por mais que te dirija as melhores palavras, nunca serão as certas para te descrever. Nunca serão as certas para te agradecer. Escrevo-te hoje esta carta, tentando redigir a maior parte dos meus sentimentos por ti. É difícil, e digo até, impossível. És tão importante para mim, que não encontro forma. És o tudo que há em mim. És os nervos. Os sentimentos. As emoções. És a luz, e a escuridão. Quando estás, e quando imagino que podes não estar. Muitas vezes, deitada na cama, sozinha, imagino-te longe. Desenho nos meus pensamentos a possibilidade de te perder, e é horrível. Uma dor tão forte e incontrolável pela qual se fazem derramar lágrimas a fio. Tudo por tua culpa. Tudo por seres quem és. Por seres a alma que me completa. Explico-te de uma forma que não entendes, e nem aceitas. Mas, amo-te tanto que te faço sofrer a cada vez que te chamo Mãe. A cada vez que...