Escondendo um amor calado
A ironia dorme comigo, Está deitada a meu lado, Os lençóis da minha cama, Respiram um sentimento calado. Vivo sobre o rio salgado, Que desce sobre o meu rosto, Escondendo um amor calado... A minha boca engole a pimenta dos sorrisos que mal entram por mim Os meus lábios pronunciam-te de uma forma lenta Não chego ao fim desta uma melodia barulhenta... Corações estreitos que me acompanham Camas frias que desejam uma alma quente Vivendo de rosas que se plantam E tocando o corpo lentamente... Querer amar até ao fim, desejar tocar o corpo e alma... Jogar as cartas sobre mim, Querer tocar os seios com calma, Pensando estar a tocar no coração, Emergia a alma sem pensar, O que estava em jogo era o amor, E não um simples ato de tocar.