da meia noite...


Para quê escrever com tanto cuidado, com medo de desvendar algum segredo, e ficar mal entendido?
Simplifiquemos os passos que damos, o que der certo ficou. O que errarmos, é exercitar na calma, a paciência.
Estamos, de facto, tão longe do que pode ser tão simples.
Morremos tantas vezes, enquanto podemos viver melhor e felizes. Somos donos do nosso caminho. Dos nossos sentimentos. Da nossa verdade.
Na verdade, jamais seremos donos de alguma coisa. A única coisa que fazemos é tentar, da melhor forma, administrar isto a que chamamos vida. Chamamos vida a algo onde insistimos em permanecer tantas vezes imóveis. Mortos de tanto parar e tender a recear o erro. Como se tratássemos disto com tanto cuidado. O cuidado por vezes torna-se curiosamente mais perigoso que o próprio desleixo.
Deixar o tempo andar, à sua vontade... Estará errado? Não, de forma alguma.
Será digno de nós mesmos tentar caminhar ao lado do tempo que nos conduz. E tentar aprender. Tentar chegar cada vez mais longe. Fazendo uso de gosto. De sentimento. De razão. De ambição. De vontade de viver. Com garra.
Completamente indignada com o facto de ver tantas pessoas a olharem para o lado, enquanto têm um percurso tão grande pela frente. Poucos são aqueles que se apercebem que não vale a pena. Nem vale a perda de tempo.
O caminho é sempre a subir, embora curvas e contracurvas.
Lembrar disto, é importante.

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