No fundo de mim
Estamos contidos por um mundo que faz doer. Escraviza-mos a alma, porque a temos. Ainda. As lágrimas são uma constante que nos tira o fôlego e que nos fortalece. As dores, quanto maiores, menos nos doem. É um passo, cada vez mais perto, da luta por vencer. Nunca lutamos em vão. As feridas nunca estão presentes sem um motivo. A alma nunca se mata por querer desaparecer. Mata-se porque quer viver. Mata-se porque quer crescer. A alma ressuscita a cada fim de etapa. Somos corpos que camuflam um interior profundo que todos desconhecem. Não tem olhos, nem sabor. Não tem cheiro, nem cor. Tem uma essência nunca antes perceptível a quem pensa, mas sim a quem sente. Ultimamente andamos tão concentrados no fútil. Nos papéis. Nas canetas. Nos bolsos, e carteiras que nos consomem energia e paciência. Onde está o que nos preenche o fundo do peito? Aquilo a que chamam calor? Ultimamente andamos tão frios, e tão desligados do mundo. Desligá mo-nos de quem somos, e deles que são, para ...