rascunho da meia noite







Já foram ventos e nada mais.
E entre dentes palavras e canais.
Esperava frentes e mil vendavais.
A vitória interdita a murmúrios.
O pesar sem saber de onde vir.
Caminhos balouços, cordas suas.
Resgates de horas e minutos sem fim.
A hora não chega e parece que não passa.
Ponteiros estremecem.
D'onde está o andamento?
São virtudes de esperar dizem.
Já se torna um hábito eu vejo.
Os céus pedem mais chuva.
E a terra como se mantém?
Parece tudo certo embora sem.
Entraves com juros.
Eu só pedia um pouco mais.
Pra ver se orar dói.
Orar não dói.
As horas é que doem.


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