é a hora
Meia noite e vinte e cinco.
Não consigo dormir.
Não por falta de sono mas porque mais uma vez tenho de escrever.
Em frentes difíceis, queremos paz.
Dores no peito, medo a perdurar.
Onda de pânico e muito silêncio.
Não nos tocamos, guardamo-nos.
Em prol da tua, minha, nossa vida.
As ruas ainda cheias, falta de noção.
A informação é tanta, falta de respeito.
Pessoas procuram cura.
Muitos continuam a movimentar-se.
Só nos pedem para parar.
Parece-mos incapazes, tantos.
Falo de pessoas, governos.
Falo de nós e o mundo.
Não vêem que estamos em teste?
A vida é tão curta e somos todos iguais.
O tempo é rápido e lento também.
É contagioso e mortal.
O amor e união pode fazer-nos vencer.
Não vejo o que pague agora.
Vidas que se perdem.
E as que se perderão.
Não vejo quem pague agora.
Estragos causados.
Mundo parado.
Precisamos disto, contudo.
Para abrir os olhos.
Para aprender a amar o próximo.
Para pensar mais no outro.
Para vermos que eu e tu somos iguais.
Rico ou pobre morre da mesma forma.
Rico ou pobre pode ser apagado.
Rico ou pobre pode ser lembrado.
Rico ou pobre pode ser mau.
Rico ou pobre pode ser bom.
Estou ciente de que é mensagem.
Mensagem que veio para mudar.
Mudar mentalidades.
Mudar o ritmo das nossas almas.
Mudar a hipocrisia que emanamos.
Somos humanidade sem direito.
Pois não temos humanidade.
Deus prova-nos que existe.
A partir do extermínio e propagação.
A partir da fé que tens e que te faz ficar.
A partir da falta dela que não vences.
O mundo presencia a hora.
A chegada da verdade.
A hora da vida ou morte.
O tempo de escolher.
Entre amar ou odiar.
Entre ser ou não ser.
A hora de mostrar.
Mostra o que és.
Ficas se fores.
Fé.

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