Que dúvidas

 Às vezes, somos mal interpretadas. 

De forma incoerente somos julgadas por termos abraçado em primeiro encontro a virtude do acontecimento. 

De facto, vendo de fora, deixamo-nos igualar a tantas outras que se dão por nenhum preço. A situação é que o tempo era longo sem mantimento e no calor do momento, em primeira instância, senti que podia abraçá-lo. Talvez não tenha entendido que este foi de alguma forma especial. Que fez com que esquecesse que não podia avançar tão rápido. Que me disse mentalmente que o medo era irrelevante naquele momento. Por muito que tenha sido muito especial, vejo agora que fiz tudo errado. Será que depois de errar haverá uma segunda oportunidade de mostrar que estava a usar uma capa que tapava realmente a pureza que guardo cá dentro?

(Textos que guardo) 


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