De mim para ti
E eu sou ferro e fogo
Que queima e que mata
Que é forte e que é fraca
E eu sou de mar e pedra
Que te leva e constrói
Que te atina e medalha
Sou dia e noite
De manhã à madrugada
De uma tarde à noitada
Feita de caco, quebra em pedaços
Raros fortes, outros fracos
Que ama e envenena
Que seduz e é fortaleza
E eu sou tu e metade
Eu com vontade
Que pede e volátil
Deixa-se frágil
Vou-te nos braços
E eu sou página de diário
Profunda e astral
Carta escrita
Com único mal
Quebra-se de si
Que se deixa ir
Quando sente o que vê
E faz o que pressente
Deixa-se leve e fácil
Momentos vê-se nua
De corpo e tua alma
E eu ou gémea de mim
Diferente do que sou
Igual a uma parte
Frágil de um lado
Completa de metade
Sou um espirito completo
Cheio de várias formas
Feitios e dialecto
Amores de platina
Caras de raros pratos
Sou bipolaridade
Veias e nervos
Sangue e neurónios
Vontade, prazer
Tenho sentimentos
Sou alguém diferente
E eu sou o que sente
Uma única pessoa
Alguém decente
Sou complacente
Fujo de mim
Levo-me de volta
Volto a lacrimal
Apago destroços
Arranco sorrisos
Amo metades
Embora completas vontades
Agarro erros humanos
Que Não empenham valorização
Quebram de mim bocados
Levam consigo pecados
Por mim martirizam as almas
Sentem-se escravos do que sentem
Perdão, arrependido
Perdeu, se pudesse
Ser já não foi
O que foi já não quer ser
Arrependimento, valerá?
Quebra, justiça
Faça-se valer
Abrir os olhos
Quebrar barreiras
Chegar ao fim
Ciclo de mim
De mim para ti.
Fim
